Barra da Tijuca, Rio de Janeiro-RJ
| 23:51 | 06/07/2008 |
| Jornal do Commércio Brasil | |
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BarraBacana aprovado |
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Moradores da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes já começaram a sentir os efeitos da operação BarraBacana, iniciada no último dia primeiro. Seguindo os mesmos moldes de ações realizadas em Copacabana (CopaBacana) e Ipanema (IpaBacana), a operação tem como objetivo diminuir a desordem urbana. Segundo associações de moradores da região, já é possível notar redução no número de pedintes nos sinais de trânsito e de vendedores ambulantes. O presidente da Associação de Moradores do Tijucamar e do Jardim Oceânico (Amar), Eric Pereira, disse que o início da operação foi bem sucedido e o apoio ao projeto da secretaria de estado de Governo é irrestrito. Segundo ele, a ação do governo estadual chegou a tempo de ocupar uma lacuna deixada pela prefeitura. "Apoiamos incondicionalmente a operação. Está limpando a Barra da Tijuca e já deu para sentir a diferença, mesmo estando no início. Já não vemos tantos mendigos e crianças espalhados pelas ruas. Até a prostituição foi reduzida. É uma iniciativa exemplar do governo", disse Pereira. A associação comunitária Barra Alerta também mostrou apoio ao projeto, que, segundo o subsecretário de Governo Rodrigo Bethlem, será permanente. O presidente da Barra Alerta, Kleber Machado, afirmou ainda ser cedo para uma análise aprofundada dos efeitos da operação, mas concordou com o fato de já ser possível notar menos pedintes nos sinais de trânsito e moradores de rua. Para ele, é preciso agir em pontos considerados críticos no bairro. "Eles estão corretos ao centralizar as ações nas áreas mais afetadas, como em frente ao Downtown, Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Barra Shopping e Hospital Lourenço Jorge. Acredito que no final do mês ou no início de agosto seja possível notar uma mudança significativa", afirmou. Machado disse ainda que se preocupa com o grande número de pessoas que pedem esmolas, limpam vidros de carro e fazem malabarismos para receber alguma gratificação. Segundo ele, este é um dos principais problemas do bairro. "É uma situação bastante complicada, já que vendedores e malabaristas não estão cometendo crime. O grande problema é que estas pessoas são agressores potenciais. Podem vir a delinqüir se não receberem dinheiro ou o motorista não deixar limpar o vidro do veículo", disse. A Associação Comercial e Industrial da Barra da Tijuca (Acibarra) foi procurada para comentar a operação, mas o diretor José Wilson Cordeiro de Sousa afirmou apenas que a iniciativa é válida, mas que não poderia fazer uma análise mais detalhada porque lhe faltavam dados numéricos da operação. ACOLHIMENTOS Até sexta-feira, a operação BarraBacana já havia feito quatro acolhimentos de moradores de rua e seis de menores. Quatro crianças foram levadas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e duas foram encaminhadas depois para a Fundação para Criança e Adolescente (FIA). A DPCA também recebeu cinco menores que trabalhavam como vendedores ambulantes. Um carro que servia de depósito de mercadorias foi apreendido e quatro veículos , multados. Dos milhares de produtos apreendidos, um dos principais alvos foram os vendedores de doces e balas que penduram as mercadorias nos espelhos retrovisores dos carros. Mais de 2 mil balas e chicletes foram apreendidos. Cerca de 60 homens, entre funcionários da CET-Rio, Polícia Militar, Polícia Civil, Detran, Detro, Guarda Municipal, Fundação para Infância e Adolescência (FIA) e Fundação Leão XIII, foram destacados para o trabalho, em expedientes de 12 horas com horários diferentes a cada dia. A operação é realizada todos os dias da semana, inclusive aos sábados e domingos. Um dos pontos de discussão sobre a operação é a repressão aos jovens malabaristas que atuam nos sinais. O BarraBacana se baseia no Código de Trânsito, que proíbe qualquer pessoa de andar ou vender produtos na faixa de rolamento das pistas. De acordo com o subsecretário de Governo, Rodrigo Bethlem, a operação tem caráter preventivo. Ele garantiu que chamará os pais dos menores para oferecer vagas na Escola da Família, idealizada pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente. "Vamos agir de acordo com a lei. Começa com uma ação preventiva, porque a desordem antecede todos os problemas. Esses menores estão sendo explorados por pais ou terceiros, mas deveriam estar na escola, praticando esportes, e não nos sinais de trânsito pedindo dinheiro para sustentar a sua família. É uma completa inversão", disse o subsecretário, no lançamento da operação |
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