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| 23/08/2008 12h34 |
| Sistema Firjan debate impactos do Comperj |
O Sistema Firjan mapeou o impacto econômico que o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) trará aos municípios no entorno do projeto, num estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado foi apresentado no Seminário de Apresentação do Estudo Comperj - Potencial de Desenvolvimento Produtivo, que aconteceu a 19 de agosto, na Sede da Representação Regional no Leste Fluminense, em Niterói pelo diretor geral do Sistema Firjan, Augusto Franco.
Foram constituídos dois cenários nesta pesquisa: o conservador e o otimista. No primeiro, estima-se que 117 mil empregos serão gerados pelas indústrias consumidoras de resinas termoplásticas do estado, por intermédio do consumo de 300 mil toneladas anuais de resinas - 13% da capacidade prevista de produção do Complexo. O número de empregos gerados saltaria para 168 mil vagas, quanto aos novos empreendimentos do setor de material plástico no entorno do Comperj, a estimativa é de instalação de 724 novas empresas com investimento e faturamento aproximados de R$ 1,8 e R$ 4,8 bilhões, respectivamente, já o consumo de resinas termoplásticas aumentaria para 600 mil toneladas.
Pelo cenário conservador, com relação à atração de empresas do setor de material plástico para as cidades ao redor do Comperj, é prevista a instalação de 362 empresas, com investimento aproximado de R$ 935 milhões e um faturamento de R$ 2,4 bilhões.
O estudo também revela que 90% de todos os empreendimentos deverão ser de micro e pequenas empresas. Segundo Augusto Franco, o Sistema Firjan já começou a viabilizar medidas para ajudar na implantação do Comperj, sobretudo em relação à qualificação de mão-de-obra.
– Vamos ampliar as instalações do Centro de Educação do Senai São Gonçalo para melhor atender a grande demanda de profissionais qualificados que serão exigidos para trabalhar no Comperj– frisou Augusto Franco.
Regiões de Influência do Comperj
Na pesquisa, as cidades situadas ao redor do Complexo Petroquímico foram divididas em duas áreas. A primeira é a Região de Influência Direta, que abrange Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá. Já a segunda, chamada Região de Influência Ampliada, é formada pelos sete municípios da primeira área, além de Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Saquarema, Silva Jardim, Teresópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.
A apresentação do Estudo Comperj - Potencial de Desenvolvimento Produtivo está disponível para os associados do CIRJ e do Movimento Sindical Firjan na área restrita do site.
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