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A empresa de logística Log-In espera aumentar sua capacidade de transporte de contêineres via navegação de cabotagem em até 500% até 2010. O crescimento é projetado a partir da entrada de duas novas embarcações de 1.700 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2008, além do processo de construção de cinco novas embarcações, de 2.700 TEUs cada, que serão entregues a partir de 2010.
Com o crescimento da frota, a expectativa é de que os atuais 4.500 TEUs de capacidade pulem para até 27.500 TEUs em 2010, levando-se em conta não apenas os navios próprios e os já fretados, mas também o limite legal de afretamento de navios de bandeira estrangeira.
De acordo com Mauro Dias, presidente da Log-In, a legislação que rege a navegação de cabotagem obriga que parte da frota seja de bandeira brasileira, mas permite afretamentos no exterior de acordo com a capacidade dos navios próprios em operação e dos navios próprios em construção.
"A mudança de paradigma é que o limitador de mercado passa a ser a demanda, e não a oferta. A partir de agora, capacidade nós temos, cabe ao mercado vir", frisou Dias, durante a apresentação do navio Log-In Amazônia, hoje, no estaleiro Eisa.
A entrada em operação do navio, prevista para a próxima semana, permitirá que a empresa passe a operar no porto de Santos na rota que vai de Buenos Aires a Fortaleza. Atualmente, os navios da Log-In saem da capital argentina, passam pelo porto gaúcho de Rio Grande, por São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e vão direto a Suape, em Pernambuco.
Como é maior que os navios atualmente em operação - as duas maiores embarcações atual da Log-In têm capacidade de 1.254 TEUs - o Amazônia poderá fazer uma parada em Santos para carregamento. Atualmente, a empresa faz apenas uma parada semanal no maior porto do país, no caminho de volta de Fortaleza para Buenos Aires.
Fonte: Valor Econômico
Demanda vai definir expansão da frota de
navios da Vale
Mesmo depois de acertar a construção de cinco navios do tipo porta-contêineres, que serão entregues até 2013, a Log-In (antiga Docenave e braço logístico da Vale) admite alugar mais embarcações, caso a demanda do mercado pressione a oferta.
O presidente da companhia, Mauro Dias, mostrou-se otimista em relação aos investimentos na navegação de cabotagem. Segundo ele, o setor, ao contrário dos últimos anos, não estará mais limitado à oferta, e sim, ao crescimento da demanda.
"Se o mercado crescer, temos a possibilidade de irmos ao mercado e fretarmos mais navios. Daqui para frente, o limitador de capacidade na cabotagem passa a ser a demanda", afirmou.
A Log-In encomendou ao estaleiro Eisa, situado no Rio, a construção de cinco navios, com capacidade de 2.700 TEUs (unidade que corresponde a um contêiner de 20 pés). O primeiro começa a ser construído, segundo Dias, ainda este mês, quando as 9 mil toneladas de aço compradas da Usiminas começarão a ser entregues.
Dias explicou que a lei permite que uma empresa pode alugar navios cujas capacidades somadas correspondam à metade do que essa companhia tenha atualmente. Ou então, o dobro da capacidade dos navios que estiverem em construção. A Log-In se enquadra nesses dois casos.
A capacidade planejada da Log-In irá a 18 mil TEUs em 2013. Antes disso, em 2011, poderá chegar a 31.500 TEUs, caso a empresa decida alugar outros navios, dentro do que a lei permite. Isso significaria um crescimento de mais de 500% em relação à capacidade atual de transporte de cabotagem da empresa.
Independentemente de alugar mais navios ou não, a Log-In quer estender sua atuação a outros mercados, na navegação de cabotagem. Um dos novos focos pode ser a região Norte, admitiu Dias.
"Nossa idéia é ter os cinco navios que serão construídos atuando nas rotas entre Fortaleza e Buenos Aires, na Argentina, que atualmente são feitas pelas cinco embarcações fretadas. No caso, os atuais navios e os dois que vão entrar em operação este ano seriam deslocados para atender outros mercados", explicou o presidente da Log-In.
Segundo Mauro Dias, os cinco navios que operam para a empresa estão alugados até 2013, e ao final do contrato, existe a opção de compra.
Fonte: Folha Online




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